Google+ Badge

terça-feira, 31 de março de 2015

Plantas contra a Dengue
























Crotalária
A planta demora de 90 a 120 dias para crescer, produz flores amarelas, um chamativo para a libélula, que assim como o Aedes aegypti procura água limpa e parada para por seus ovos, que ao virarem larvas se alimentam de outras larvas, inclusive as do mosquito transmissor da dengue. Já a libélula adulta se alimenta de pequenos insetos, tendo o Aedes aegypti em seu cardápio.
Citronela
A citronela é parecida com a erva cidreira, mas não pode ser ingerida. A grande vantagem é repelir qualquer tipo de mosca em 50m².   A citronela é bastante conhecida pelos seus efeitos repelentes, principalmente contra mosquitos e borrachudos. Ela forma uma touceira densa, suas folhas são longas, com bordas cortantes e de coloração verde clara, idêntica ao capim-limão. Difere deste apenas pelo aroma, que é suave, com perfume de limão, ao contrário da citronela que é bastante forte. Ela contém grandes quantidades de óleo essencial Citronela, responsável por suas utilizações repelentes.
Pode ser plantada em vasos e jardineiras, assim como em canteiros adubados ou como bordadura em áreas grandes. O local de plantio da citronela deve ser favorável ao vento, para espalhar o odor que espanta o mosquito, sendo, ideal que seja plantado cada muda a um metro e meio de distância da outra em terreno com bastante sol. Ela apresenta efeitos alelopáticos positivos quando plantada em conjunto com outras plantas, repelindo pragas entre eles o mosquito da DENGUE. A planta apresenta mais de oitenta componentes que afugentam moscas e mosquitos. A essência da citronela é utilizada em perfumes, velas, incensos, repelentes, aroma terapia, desinfetantes e armazenagem de alimentos. O uso do óleo essencial diretamente sobre a pele pode provocar irritações.
Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica para uma boa produção. Seu crescimento é bastante rápido, o que pode requerer um desbaste periódico. Utilizar sempre luvas ao trabalhar com a citronela, pois as bordas das folhas produzem cortes superficiais na pele. Tipicamente tropical, não tolera frio intenso ou geadas. Multiplica-se facilmente pela divisão das touceiras.
ATENÇÃO: Não confundir com capim cidreira, a citronela tem as folhas maiores e o cheiro mais intenso, lembra eucalipto citriodora. Não deve ser ingerida em forma de chá ou qualquer outro meio.
DICA: Pode ser feito uma calda para limpar o chão, parapeitos de janelas, balcões. É SÓ PARA DESINFETANTE, A PESSOA NÃO DEVE INGERIR. Para fazer o desinfetante, picar as folhas e guardar em vidro escuro com álcool, durante 21 dias. Duas vezes ao dia, mexa o produto, chacoalhando levemente. Depois, diluir três colheres (sopa) em 1 litro de água e passar no chão. Todas as folhas que vão secando nas moitas corte com uma tesoura, faça picado e coloque no álcool, não jogue fora.
Deixar uma vasilha de ½ litro com duas gotas de essência de citronela no canto do quarto, o cheiro permanece à noite e o mosquito não se aproxima.  Se todo mundo usar citronela dentro de casa, o hóspede indesejado (aedes – mosquito da dengue) não terá lugar para ficar (o mosquito odeia o cheiro que para nós é agradável).Um repelente seguro para a saúde humana e animal.
Porém, apesar de podermos contar com a ajuda de plantas vale lembrar que os métodos a seguir são indispensáveis para evitar a propagação do mosquito:
·         Virar garrafas vazias com a tampa para baixo;
·         Não deixar entulho no quintal ou nas ruas;
·         Cobrir a caixa d'água e piscinas;
·         Guardar baldes virados para baixo;
·         Varrer a água parada, inclusive a das lajes;
·         Colocar terra ou areia nos pratos de vasos de planta;
·         Retirar as folhas e sujeira de calhas que dificultam o escoamento da água;
·         Lavar todas as semanas baldes e tanques que armazenam água;
·         Se tiver plantas aquáticas, lave com água e sabão a parte de dentro do vaso, todas as semanas;
·         Manter a lata de lixo devidamente tampada;
·         Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
·         Jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc;
·         Manter poços de água devidamente tampados;
·         Ralos com pouco uso: colocar um plástico para vedá-lo e jogar água sanitária 2 vezes por semana;
·         Diminuir a quantidade de bebedouros de cães, gatos e passarinhos. Escová-los quando trocar a água;
·         Lavar as bromélias ou plantas que acumulam água 2 vezes por semana;
·         Cascatas e lagos: tratar com cloro e manter as bordas devidamente limpas e escovadas;
·         Muros com cacos de vidro: colocar massa ou areia para evita que a água da chuva se acumule;
·         Verificar se há água acumulada nas bandejas dos aparelhos de ar-condicionado.
·         Utilizar repelente de insetos diariamente;
·         Colocar telas de proteção nas janelas;

·         Usar mosquiteiros na cama para dormir;


sexta-feira, 20 de março de 2015

Rabo-de-dragão – Dasylirion acrotrichum

Procurando uma planta exuberante, que não exige muita manutenção e irrigação?
O rabo-de-dragão ou dasilírio é uma planta arbustiva, suculenta, perenifólia e dióica, originária de regiões desérticas do México, que vem sendo largamente utilizada no paisagismo, tanto por sua beleza quanto por sua capacidade de se adaptar a ambientes inóspitos, com pouca água. As folhas são suculentas, fibrosas, lineares, com margens cobertas de espinhos e extremidades espigadas. Elas crescem dispostas em roseta radial em torno do núcleo do caule. O caule amarronzado tem crescimento lento e um formato peculiar, decumbente (caído), assemelhando-se a uma grande minhoca conforme vai crescendo. A floração ocorre no verão e somente nos exemplares adultos. Ela se caracteriza por uma inflorescência ereta, que desponta acima da folhagem, com numerosas flores de cor branca-creme.

No paisagismo, o rabo-de-dragão vem ganhando destaque crescente. 

Seu aspecto simétrico e as numerosas folhas, que chegam de 100 a 300 por ramo, impressionam os espectadores, tornando-se facilmente um ponto focal no jardim. É interessante em jardins contemporâneos, formando pequenos grupos, maciços ou como planta isolada em gramados bem cuidados. Em jardins de inspiração desértica, torna-se também uma excelente escolha para compor com outras xerófitas, como cactáceas, agaváceas e crassuláceas, em canteiros forrados por pedriscos. É uma planta muito rústica e de baixíssima manutenção. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, adornando assim varandas, sacadas e pátios bem ensolarados.


Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, perfeitamente drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente apenas na estação seca e nos primeiros meses após o plantio. Não tolera encharcamentos, sendo muito suscetível à podridão no colo e raízes. Não deve ser cultivado em regiões com clima muito úmido e chuvoso, pois a perda é praticamente certa. Em lugares assim, convém plantá-lo em vasos e protegê-lo temporariamente dos períodos chuvosos em ambientes internos bem iluminados pelo sol. Canteiros elevados no jardim são os locais de escolha para o plantio, por facilitar a drenagem. Por ser uma planta oriunda do deserto, o rabo-de-dragão é capaz de tolerar de temperaturas entre -6°C até 50°C. Multiplica-se por sementes.




quarta-feira, 11 de março de 2015

Já ouviu falar em Topiaria?

A palavra topiaria, vem do latim topiarius e significa “a arte de adornar os jardins”. A topiaria é uma técnica avançada de jardinagem que tem por objetivo dar formas esculturais às plantas, de acordo o desejo do jardineiro. É uma arte antiga, sua origem remonta a 500 A.C, onde foi explorada nos jardins suspensos da Babilônia, com os primeiros jardins intensamente trabalhados pelo homem.
Sendo uma arte sofisticada, sua presença no paisagismo, está historicamente relacionada com a nobreza e o clero. Presente nos jardins palacianos da Roma antiga, a arte atravessou os séculos nos monastérios e castelos medievais, e retornou com grande pompa e popularidade no renascimento, sendo elemento constante nos jardins formais ingleses, holandeses, italianos e principalmente nos franceses.
Com a nova técnica stuffed, desenvolvida pelos americanos na década de 60, que utiliza suportes revestidos com trepadeiras, ervas e gramíneas, novas formas se tornaram possíveis, com maior variedade nas cores e texturas das esculturas. A topiaria feita desta forma é muito mais prática e rápida de ser realizada e tornou-se popular mundialmente através dos jardins dos parques Walt Disney. Ainda assim ela não deixou de ser uma arte que exige paciência e detalhamento.
Apesar de muitas plantas arbustivas se prestarem à topiaria, há algumas espécies mais indicadas para a realização da técnica com poda, como o buxinho (Buxus sempervirens), podocarpo (Podocarpus macrophyllus), tuias, cipreste (Cupressus coccinea), teixo (Taxus baccata), ligustro (Ligustrum sinense), azaléia (Rhododendron simsii), oleagno (Elaeagnus pungens), ficus (Ficus benjamina), viburno (Viburnum prunifolium), murta (Murraya paniculata) e pitósporo (Pittosporum tobira). As características que estas plantas têm em comum e que muitas vezes são ignoradas incluem: crescimento lento a moderado,longevidade,folhas firmes (coriáceas a duras) e perenes,tolerância a podas freqüentes,folhagem naturalmente ramificada e compacta.
As podas devem ser realizadas desde quando a planta é jovem, para que ela vá adquirindo tolerância ao manejo, além da forma densa, pelo estímulo a ramificação provocado pelas podas. A forma neste momento é importante, mas o detalhamento pode ser deixado para os anos subsequentes. A época ideal para as podas é no final do inverno e no início do verão. Arbustos floríferos devem ser podados somente após a floração, para não prejudicar o florescimento.
Por ser muito complexa, a técnica de topiaria exige uma pessoa especializada para se conseguir o objetivo pretendido, já que nem toda planta ou árvore “aceita” este método de poda, e algumas espécies necessitam de cuidados especiais, o que pode ocasionar alguma dificuldade em se atingir a forma que se pretende.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Tempere seu jardim!


Quem gosta de cozinhar sabe bem que a quantidade e o preço de macinhos de ervas aromáticas nem sempre corresponde às necessidades. Um vasinho comprado em supermercado, por exemplo, custa cerca de R$ 4 e mal dá para uma refeição, e os macinhos da feira, em torno de R$ 2, são grandes demais e podem acabar estragando na geladeira.
Então, que tal ter em casa uma hortinha de temperos?
Mesmo em pequenos espaços podemos ter nossa própria hortinha de temperos. Com as hortas verticais, o problema da falta de espaço pode ser deixado de lado, e a decoração da casa fica ainda mais apetitosa.
Assim você tem em mãos temperos e hortaliças frescos, deixando suas receitas muito mais saborosas!
Como fazer uma horta num apartamento pequeno?
Para quem não tem espaço, o ideal é ter uma hortinha vertical que, com as incríveis e modernas bolsavivas (bolsas para jardins verticais), podem ser instaladas em qualquer parede, inclusive, na área de serviço. A hortinha também pode ser montada em varanda, parapeito e sacadinha.
Como devem ser os vasos?
Os vasos podem ser de qualquer tamanho, dependendo da área destinada para os temperos, pequenos, médios ou grandes. Também podem ser montadas em jardineiras, mas é importante separar bem as ervinhas, já que cada uma requer um cuidado especial. Neste caso, é importante fazer uma boa drenagem nos vasos, que deve ser feita com pedrinhas no fundo. No jardim vertical, pode ser montada diretamente na Bolsaviva.
Como precisa ser o ambiente (iluminação, umidade, etc)?
O sol é um fator importante para uma hortinha saudável. O aconselhável é ter, no mínimo, 2 horas de sol diariamente.
É preciso regar todos os dias? Qual a quantidade de água?
Os temperos precisam ser regados todos os dias, sempre no início da manhã ou no final da tarde, nunca do meio do dia quando o sol é mais forte. Sempre em horários mais amenos. A quantidade de água tem que ser medida conforme o tamanho dos vasos.
De quanto em quanto tempo deve ser adubado?
A adubação é realizada para corrigir a deficência natural do solo, porém é importante ter cuidado, já que os temperos são utilizados para consumo, então o indicado é o adubo orgânico. Pode ser feita a cada 30 dias.

Quais as dicas para cuidar da horta?
Regar todos os dias na quantidade adequada para cada tamanho de vaso, ficar atento quanto à incidência do sol e utilizar o adubo orgânico.
Quais os principais erros cometidos por quem faz uma horta no apartamento?
·         Esquecer de regar, exagerar no volume de água e deixar em local sombreado
·         Plantar várias ervinhas diferentes no mesmo vaso ou jardineira
·         Não preparar a drenagem dos vasos
·         Não retirar as ervas daninhas
·         Não adubar
Depois de quanto tempo as ervas e temperos podem ser consumidos?
Elas podem ser consumidas logo após a colheita na hortinha caseira. Dependendo do tempero pode ser consumido fresquinho ou depois de seco.









Escolha o tempero que mais combina com o seu dia-a-dia:
Manjericão: prefere temperaturas mais altas ou, pelo menos, amenas. É bom se informar sobre as peculiaridades dos diferentes tipos. O manjericão roxo, por exemplo, não gosta de muito sol. É ótimo para acompanhar pratos da cozinha italiana, como pizzas e molhos para massas.
Alecrim: como é uma planta muito resistente, é ideal para quem não tem muito tempo para cuidar da horta. Adaptado a climas mais quentes e secos, pode passar até três dias sem ser regado. É ideal para temperar carnes, especialmente peixe e frango.
Salsão: resiste bem ao inverno e precisa ser regada diariamente para se desenvolver. Usada em sopas, saladas, omeletes e sanduíches.
Hortelã: como as raízes são mais profundas que as das demais ervas, deve-se sempre plantá-la sozinha em um vaso, para não prejudicar o desenvolvimento das outras plantas. Bastante apreciada pela culinária árabe, vai bem em assados e grelhados e pode ser usada na decoração de pratos e no preparo de chás.
Orégano: se adapta bem em vários ambientes e exige pouca água para se desenvolver. Conhecido por seu uso em pizzas, o orégano também pode ser utilizado em molhos e assados.
Pimenta: resistente, é uma planta que gosta de espaço para se desenvolver. Vale a pena plantá-la sozinha na floreira, para que consiga crescer rapidamente. Com seu sabor picante, vai bem em molhos, conservas e temperos.
Sálvia: resiste bem às baixas temperaturas, então se dá bem no inverno. É ideal para quem não tem muito tempo para cuidar, porque pode ser regada a cada dois dias. É usada principalmente para a decoração de pratos e para temperar carnes mais gordurosas, como carne de caça.
Tomilho: é do tipo que não gosta de muita água e pode ser regado a cada dois dias. Uma dica importante: quanto menor a umidade no vaso, mais cheiroso o tomilho fica. Usado principalmente em ensopados e molhos à base de vinho.