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quinta-feira, 24 de julho de 2014

TAPETE DE GRAMA


Nada chama tanto a nossa atenção quando chegamos em um local que possui um tapete de grama bem conservado e cuidado. O segredo de um tapete de grama verdejante está na frequência da rega, pois a falta ou o excesso de água é prejudicial. Em períodos de seca, pode-se molhá-la diariamente nos horários de menor incidência solar, ou seja, no início da manhã ou no final da tarde.
É extremamente importante escolher a espécie de gramínea adequada, levando em consideração a finalidade do espaço, o pisoteio, a luminosidade, o clima, o solo e a topografia. A poda é outro grande segredo para conseguir a aparência de tapete verde. O primeiro corte deverá ser feito 30 dias depois do plantio. Posteriormente, basta aparar a cada 15 dias. No Verão o procedimento pode acontecer semanalmente, dependendo do crescimento. Não se deve podar mais que 30% da altura da folha.

Antes de começar a plantar a grama, todos os resíduos do local a ser gramado, como por exemplo, entulhos, pedras, madeiras, pragas e ervas daninhas, devem ser removidos. Na adubação de pré-plantio para gramas, não é recomendada a utilização do nitrogênio, porque o efeito do nitrogênio dura pouco tempo no solo, e nesta fase a grama não terá condições ideias para absorvê-lo, porque ela ainda não está totalmente enraizada.
Na instalação dos primeiros rolos ou placas de grama, os profissionais deverão alinha-los de modo que estejam bem uniformes. Os formato de placas e tapetes, proporcionam facilidade na hora de plantar a grama.
Após plantar a grama, pulverize um pouco de terra em cima das folhas e rejunte as fissuras entre os tapetes com essa mesma terra. Utilize terra de boa qualidade e adubada. A cobertura com terra ajuda na retenção de umidade, acelera o processo de brotação e fixação da grama. A irrigação deve ser realizada simultaneamente com o plantio, ou seja, plante a grama durante o dia e irrigue sempre no final da tarde, dessa forma o gramado permanecerá úmido por mais tempo.
Após ter finalizado a etapa de posicionamento das placas, é hora de fechar os espaços entre os tapetes utilizando todas as placas quebradas de grama que foram separadas para o acabamento. Nessa altura o gramado estará pronto e o plantio compacto, uniforme, pronto para ser finalizado.

Para finalizar o serviço é preciso fazer uma cobertura com terra sobre toda a grama plantada. A cobertura consiste em fazer uma pequena e uniforme camada de terra entre as folhas da grama. Para encerrar o serviço realize uma boa irrigação sobre toda a grama plantada.
Mesmo com tanta atenção, a grama não está livre da ameaça de pragas e doenças. As mais comuns são as ervas daninhas, sobretudo, tiririca (Cyperus tuberosus) e barba-de-bode (Aristida Pallens). Outros seres nocivos são lagartas, formigas, besouros, fungos e bactérias. Por isso, é essencial ficar atento a qualquer modificação, como o surgimento de manchas arredondadas e folhas raspadas ou secas.

VARIEDADES
BATATAIS Nativa do Brasil, a grama-batatais (Paspalum notatum) possui inflorescência típica em forma de V ou forquilha que se eleva acima da planta. É resistente a pisadas, a seca e a solos pobres. Não aprecia sombra, mas pode crescer bem à meia-sombra. 
BERMUDAS As folhas estreitas e de coloração verde-intenso da grama-bermudas (Cynodon dactylon) são macias e tolerantes ao pisoteio. Tem crescimento rápido, boa regeneração, suporta seca e altas temperaturas e deve ser mantida a pleno sol.
ESMERALDA Originária do Japão, apresenta folhas estreitas e pequenas, que formam um tapete verde perfeito. A grama-esmeralda (Zoysia japonica) é apropriada para pleno sol e apresenta boa tolerância ao pisoteio. Deve ser cultivada em terra fértil. É a mais versátil, adaptando-se a praticamente todas as condições (inclusive, recintos esportivos), possui manutenção simples e não tolera sombreamento.
SÃO-CARLOS Nativa de região úmida, a grama-são-carlos (Axonopus compressus) é tolerante a baixas temperaturas, sendo recomendada para formação de gramado a pleno sol ou à meia-sombra. Necessita de irrigação periódica e solo fértil e bem preparado.
SANTO-AGOSTINHO A grama-de-santo-agostinho (Stenotaphrum secundatum) também ocorre na forma variegada, com folhagem verde-amarelada. Seu crescimento é moderado, não sendo indicada para pisoteio e local sombreado, mas resiste à salinidade do litoral.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

HORTÊNSIA


Hydrangea macrophylla , conhecida pelos nomes comuns de hortênsia, hidrângea ou novelão, é uma espécie fanerógama (plantas com aparelho reprodutor visível ou plantas de sementes) arbustiva, pertencente ao gênero Hydrangea, nativa do Japão e da China, mas que atualmente pode ser cultivada como planta ornamental em todas as regiões de clima temperado e subtropical. 
A espécie apresenta flores rosadas ou azuis dependendo do pH do solo: em solos ácidos as flores são azuis, enquanto em solos alcalinos são cor-de-rosa. A hortênsia é rica em princípios ativos, incluindo o glicosídeo, cianogénico hidrangina, que as torna venenosas. Quando ingerido em grandes quantidades, causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vómitos e coma.
É um arbusto caducifólio, lenhoso na base, mas com consistência sub-herbácea nos raminhos jovens, com até altura entre 02 e 03 metros e uma largura de copa que pode atingir 03 metros. O ritidoma é acastanhado e fibroso nos ramos mais antigos, liso e esverdeado nos ramos juvenis.
Macrophylla é um nome latino que significa grandes (longas) folhas. Trata-se de uma referência às grandes folhas opostas que caracterizam a espécie. As folhas são simples, membranosas, ovais a elíptico-orbiculares, acuminadas, com 07 a 20 cm de comprimento, com os bordos serrilhados.
Entre o início do verão e final do outono, ela produz ampla inflorescência, com múltiplas flores em tons de cor de rosa ou azul. A inflorescência é um corimbo (inflorescência aberta, na qual o eixo é curto e os pedicelos das flores são longos, inserindo-se a diferentes alturas do eixo. O comprimento de cada pedicelo floral é tal que todas as flores do corimbo abrem a um mesmo nível), geralmente com todas as flores colocadas num único plano, mas por vezes com as flores formando uma estrutura hemisférica, ou mesmo esférica, em algumas formas cultivadas (popularmente designadas por novelão).
A espécie produz dois tipos de flores: as centrais, não ornamentais por serem desprovidas de pétalas bem desenvolvidas, são férteis; e as periféricas, ornamentais, com grandes pétalas coloridas, geralmente descritas como estéreis.
A floração começa no início do verão e estende-se até o início do inverno, persistindo até à queda das folhas, mas com o seu auge no final da primavera. É possível manipular a coloração das flores utilizando aditivos que alterem a disponibilidade de alumínio no solo, aumentando a sua concentração por adição de sais daquele metal ou variando o pH para controlar a sua biodisponibilidade. O fruto é uma pequena cápsula subglobosa.
Extratos de folhas de Hydrangea macrophylla estão sendo estudados como possíveis fontes de novos compostos com atividade antimalárica. O ácido hidrangeico das folhas está sendo estudado como possível fonte de compostos antidiabéticos, tendo sido demonstrado que baixa significativamente a concentração sanguínea de glicose, triglicerídeos e ácidos livres.
A espécie é utilizada para criar contrastes em intervenções de paisagismo. A sua folhagem rica e de grande tamanho é um excelente fundo para realçar canteiros de flores brancas ou de cores claras, mesmo de espécies perenes ou anuais altas. Em climas quentes H. macrophylla é utilizada para adicionar um toque de cor no início do verão em áreas com sombra, particularmente em jardins florestados. É recomendada um poda mínima para tornar a floração mais prolífica. As flores são facilmente secas ao ar e são duradouras, pelo que são utilizadas como flores secas em decoração de interiores.
No sul do Brasil, estado do Rio Grande do Sul, existe uma região denominada "Região das Hortênsias", caracterizada pelo ajardinamento de casas e rodovias com esta espécie. Gramado, cidade mais representativa desta região turística, tem a hortênsia como sua flor símbolo. Em função da altitude e do clima ameno, a hortênsia está extremamente difundida em Campos do Jordão.







quinta-feira, 10 de julho de 2014

Resedá

Lagerstroemia indica (L.) Pers., popularmente conhecida como  extremosa, escumilha, resedá ou árvore-de-júpiter, é uma planta da família Lythraceae, nativa da China e da Índia, que foi introduzida nos Estados Unidos em 1790, pelo botânico francês André Michaux (1746-1802).

É uma árvore resistente, muito usada para arborização urbana. É uma espécie de planta que exibe flores pequenas, de pétalas recortadas e delicadas, com cores que podem ser rosa, branca e lilás durante as épocas mais quentes do ano, suas flores se formam na ponta dos ramos que foram podados no invernoOs galhos são fracos e quebradiços e devem ser podados no inverno para estimular a floração e dar bom aspecto à planta.
Trata-se de uma árvore pequena, de altura máxima de 5 metros, caducifólia, forma arredondada e de folhas pequenas ovais. No outono, antes de caírem, as folhas adquirem uma bela tonalidade avermelhada. São fáceis de plantar e manter. Para fazer a propagação deve-se usar as sementes recolhidas no final do inverno. Seu ciclo de vida é perene.
Floresce a partir de novembro, permanecendo em floração até final do verão. Pode ser cultivada em todo o Brasil. A Extremosa atrai borboletas e beija-flores, aprecia locais ensolarados e solos férteis em matéria orgânica. A melhor época de plantio é no inverno ou início da primavera. A cada ano, no final do inverno, deve ser realizada uma poda de formação, dando o formato desejado. 

No Brasil, é utilizada amplamente em arborização urbana. Por tratar-se de um arbusto facilmente reproduzido através de estaquia de galhos e sementes. Em algumas cidades esta espécie representa mais de 20 por cento das árvores em vias públicas.