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sexta-feira, 25 de abril de 2014

PLANTAS AQUÁTICAS


 As plantas aquáticas, conhecidas como macrófitas ou hidrófitas são um conjunto de vegetais adaptados ao ambiente aquático. Habitam desde pântanos até ambientes submersos (totalmente debaixo d'água), elas podem ser tanto algas como algumas espécies de plantas vasculares (como as ervas marinhas).
Elas são, em sua grande maioria, vegetais terrestres que ao longo de seu processo evolutivo, se adaptaram ao ambiente aquático, por isso adquiriram características de vegetais terrestres e uma ampla capacidade de adaptação a diferentes ambientes, o que torna sua ocorrência muito grande.
As plantas aquáticas desempenham um papel extremamente importante no funcionamento do ecossistema, sendo capazes de estabelecer uma forte ligação entre o sistema aquático e o ambiente terrestre circundante. 
Entre as principais funções desempenhadas por essas espécies, podemos citar: elas atuam como produtores primários, fornecendo a base da cadeia alimentar de ambientes aquáticos, pois são alimentos para peixes e outros organismos aquáticos como algumas espécies de aves e mamíferos aquáticos (como, por exemplo, as capivaras); atuam como filtros, pois retêm sedimentos em suspensão de nutrientes durante sua decomposição; são fornecedoras de abrigo para peixes recém-nascidos e pequenos animais; proporcionam sombra, fundamental para muitas formas de vida sensíveis a luz. 
Elas podem ser utilizadas como alimento para o homem e para o gado, fertilizante de solo, fertilizante de tanques de piscicultura ou abrigo para alevinos, matéria-prima para a fabricação de remédios, utensílios domésticos, artesanatos e tijolos para a construção de casas, na indústria da recreação e lazer, pois são cultivadas em lagos artificiais como plantas ornamentais.
Suas inúmeras aplicações incluem ainda sua utilização no controle de erosão hídrica porque proporcionam abrigo para o desenvolvimento de micro-organismos, sendo que suas raízes servem de local para a deposição de ovos de diversos animais.
São plantas utilizadas com sucesso na recuperação de rios poluídos, pois suas raízes podem absorver grandes quantidades de substâncias tóxicas, além de formarem uma densa rede capaz de reter as mais finas partículas em suspensão.
As hidrófitas apresentam uma série de adaptações ao seu ambiente. No caso de algumas árvores, as raízes podem ser dotadas de pneumatóforos, que captam oxigênio atmosférico para sua respiração.
As plantas herbáceas podem se apresentar de três maneiras: flutuantes (quando suas raízes não se prendem ao fundo e toda a planta permanece flutuando na superfície), semi-submersas (quando parte da planta permanece fora da água, mas pelo menos as raízes estão presas ao fundo) e submersas (quando as raízes estão fixas ao fundo e todo o corpo da planta permanece debaixo d'água).
Essas plantas aquáticas, donas de uma beleza exótica e que podem ser encontras no meio aquático, você encontra também na FLORA MORUMBY.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

PÊSSEGO (PRUNUS PERSICA)


Durante muito tempo se acreditou que o pessegueiro era originário da Pérsia, daí o seu nome Prunus Persica. Hoje se sabe que sua origem é chinesa. Foi levado provavelmente da China para a Pérsia e daí se espalhou pela Europa, pois já era conhecido pelo mundo greco-romano um século antes de Cristo. Sua introdução no Brasil ocorreu no ano de 1532 em São Vicente, através de mudas provenientes da Ilha da Madeira, trazidas por Martin Afonso de Souza.
Sua classificação científica: 
Reino: Plantae; 
Divisão: Magnoliophyta; 
Classe: Magnoliopsida; 
Ordem: Rosales; 
Família: Rosaceae;
Gênero: Prunus;
Subgênero: Amygdalus;
Espécie: Prunus pérsica.



O pessegueiro é uma pequena árvore de folhas alternas e serreadas, flores roxas e drupas pubescentes, comestíveis e com propriedades aperitivas e digestivas. Com inúmeras variedades hortícolas. A infusão das folhas e sementes é calmante e as flores são utilizadas como laxante suave.
Os pessegueiros crescem bem em uma extensão bastante limitada de lugares, já que exigem temperaturas bem frias, que normalmente não ocorrem em zonas tropicais de baixas altitudes. Em países de latitudes tropicais e equatoriais só crescem em locais de maiores altitudes, onde são oferecidas condições de maior frio em alguma época do ano.
Os pessegueiros podem tolerar temperaturas negativas em torno de -26 a -30°C, ainda que a florada seja perdida a essas temperaturas, inviabilizando a colheita de frutas no verão. A perda da florada começa em temperaturas entre -15 a -25°C, dependendo da variedade cultivada (algumas são mais tolerantes ao frio que outras) e do tempo de exposição ao frio intenso.
As variedades mais comuns de pêssego começam a frutificar no terceiro ano após o plantio, e tem uma longevidade aproximada de 12 anos. Durante o inverno, reações químicas essenciais ocorrem antes de a planta começar a crescer novamente. Terminada a estação mais fria, a planta inicia o segundo tipo de dormência. Durante esse período, os botões florescem e crescem, conforme o calor se acumula, favorecendo o crescimento. É a fase de dormência entre a satisfação das necessidades de friagem e o começo do crescimento dos pêssegos.
Certas variedades da planta são bem delicadas, e outras toleram temperaturas mais baixas. O calor intenso de verão é necessário para maturar a colheita, com temperaturas médias do mês mais quente entre 20 e 30°C.
Os pessegueiros tendem a florescer no início da primavera. Os botões frequentemente podem ser danificados ou eliminados por geadas se as temperaturas caem abaixo de -4°C. No entanto, se as flores não estiverem totalmente abertas, podem tolerar até alguns graus a menos.
O pêssego é uma fonte de alimento pouco calórica. Contém vitaminas antioxidantes. Uma fruta de tamanho médio possui apenas 35 calorias. Ele é rico em uma fibra solúvel, a pectina, que ajuda a reduzir o colesterol.
A fruta é apreciada no consumo in natura ou em preparações como caldas, conservas, doces, cristalização, geleias, desidratado em sucos, licores e sorvetes. A árvore cresce depressa e dá belas flores rosadas ou arroxeadas. A casca, recoberta por uma leve penugem, protege a polpa, que, além de doce e saborosa, é rica em vitamina A.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Flamboyant


Nome Científico: Delonix regia, 
Nomes populares: Flamboyant, Acácia-rubra, Árvore-flamejante, Flamboiant, Flor-do-paraíso, Pau-rosa. 
Família: Fabaceae
Categoria: Árvores Ornamentais
Origem: ÁfricaMadagascar
Luminosidade: Sol Pleno
                                                                                       Ciclo de vida: Perene.

O nome é estrangeiro: Flamboyant, em francês, significa flamejante, o que é justificado pela acentuada coloração vermelha das suas flores. A árvore veio de longe — é originária da costa leste da África, de

Madagáscar e de ilhas do Oceano Índico — mas está há tanto tempo no Brasil que pode ser encontrada em qualquer parte do país. As primeiras mudas foram trazidas para cá no início do século 19, na época de D. João VI, e se adaptaram bem ao clima e solo brasileiros.

Hoje ela é mais comum na região Sudeste, e muito utilizada em projetos paisagísticos, sendo indicado para áreas abertas com grandes espaços que possibilitem seu desenvolvimento. A cor flamejante que deu nome à árvore, entretanto, não é a única. Há variedades com flores em tonalidades mais claras, como alaranjado-claro e salmão amarelado. 
O flamboyant é considerado uma das árvores mais belas do mundo, devido ao colorido intenso de suas flores. Frondosa, ela possui tronco forte e um pouco retorcido, podendo alcançar até 12 metros de altura. Sua copa é muito ampla, em forma de guarda-chuva, e pode ser mais larga do que a própria altura da árvore. As folhas são bipinadas (recompostas) formadas por 10 a 15 pares de folíolos, cada um dos quais contém 12-20 pares de folíolos oblongos e sésseis.
As inflorescências, em rácemos, surgem quando a árvore perde as folhas e são compostas por flores grandes, vermelhas ou alaranjadas. Cada flor apresenta cálice com 5 sépalas e corola de 5 pétalas, com longos estames. Os frutos são do tipo vagem, planos, lenhosos e grandes, com aproximadamente 45 cm de comprimento, e ficam marrons quando maduros. A floração ocorre na primavera e verão. Ocorre ainda uma variedade de flamboyant chamada “Flavida”, que possui as flores completamente amarelas.
As raízes do flamboyant são bastante agressivas, com parte delas acima da superfície, tornando-a imprópria para a ornamentação de calçadas, ruas ou próximas a tubulações de água, esgoto, paredes e até mesmo fiação elétrica. Sua beleza se destaca quando plantada isolada ou em pequenos grupos em áreas extensas, como parques, praças e jardins extensos de residências, indústrias e sítios. Como é tolerante a salinidade do solo pode ser utilizada no litoral também.
Seu crescimento é bastante rápido, chegando a 1,5 metros por ano até a idade adulta em regiões de clima quente. Dependendo da região onde é plantado, o flamboyant pode apresentar-se como árvore decídua ou semi-decídua. Ela perde toda sua folhagem em locais com estações bem marcadas e inverno preferencialmente seco. Em regiões de alta umidade ou onde não há muita diferença entre o inverno e o verão ela geralmente é semi-decídua.
Deve ser cultivado sob pleno sol, em solo fértil, com irrigações periódicas no primeiro ano. Tolerante a estiagem, porém não tolera frio intenso, sendo apropriada a regiões de clima tropical, subtropical e equatorial. Multiplica-se por estacas semilenhosas ou sementes. As sementes de flamboyant apresentam leve dormência tegumentar que pode ser quebrada com escarificação de uma das extremidades ou imersão em água quente (80ºC) por 5 a 10 minutos. A germinação ocorre em cerca de duas semanas após o plantio.
O flamboyant não precisa de muitos cuidados, apenas podas de limpeza periódicas. Com relação aos frutos, que são enormes vagens que ficam o ano inteiro na árvore, a sugestão é que sejam retirados no período em que não há flores para que a planta não perca sua característica ornamental.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

AMOR-PERFEITO (VIOLA TRICOLOR)


A Viola é um gênero botânico que inclui flores conhecidas como violetas e amores-perfeitos. É uma planta perene em locais de clima temperado que pode ser cultivada durante todo o ano, mas também pode ser cultivada como planta anual, no outono e no inverno, em locais onde o verão é mais intenso.
O amor-perfeito (Viola tricolor) pertence à família das violáceas. Originária da Europa, a planta apresenta pequeno porte, sendo indicada para o plantio tanto em jardins como em jardineiras e vasos. Suas flores são pequenas e delicadas, podendo surgir em diversas cores que vão da tonalidade branca ao púrpura, passando pelo rosa, amarelo, alaranjado, e surpreendentes tons de azul e roxo. O detalhe marcante são as manchas escuras que formam desenhos nas pétalas.
A planta não dispensa cuidados especiais, apresentando flores em formato de coração. O nome popular “amor-perfeito” vem do fato de que essa planta é considerada uma potente erva para os encantamentos, tanto que fez parte na poção do amor do famoso conto “Sonho de uma noite de verão”, de Shakespeare.
Fáceis de cultivar e adaptáveis tanto em locais ensolarados como de meia-sombra, adaptam-se tanto em jardins como em vasos, com grande profusão de flores vistosas que exalam um perfume mágico que diz atrair os corações apaixonados. É costume dar a pessoa amada para aumentar a paixão. Regar de 3 a 4 vezes por semana.
Os amores-perfeitos são usados há muito tempo como cosmético, medicamento, alimento e até como poção do amor. Romanos, gregos e celtas preparavam loções de beleza e perfumes com suas flores. Os chineses as usavam para prevenir dores de cabeça. Na Idade Média eram consideradas pelos feiticeiros e magos um amuleto infalível contra o mal – era até conhecida como a planta da Santíssima Trindade.
Uma tradição inglesa garantia que a flor era um verdadeiro elixir do amor: uma poção preparada com o amor-perfeito, ao ser colocada sobre os olhos de alguém adormecido, fazia com que essa pessoa, ao acordar, se apaixonasse perdidamente pelo primeiro ser que visse. Essa tradição certamente serviu de inspiração para a famosa comédia de Shakespeare “Sonhos de uma Noite de Verão”, onde os amores-perfeitos são usados como a poção de amor que gera a maior confusão entre os personagens.
Atualmente também é possível encontrar variações como o amor-perfeito miniatura ou mini e o tipo crespo. É importante que a planta seja cultivada em terra rica em matéria orgânica e receba regas regulares para que o solo nunca fique seco.
A planta se desenvolve bem com o cultivo à meia-sombra, mas é importante que receba de 4 a 6 horas de sol por dia, pode ser luminosidade alternada com sol direto. Seu crescimento é rápido. As sementes germinam no período de 17 a 21 dias e seu ciclo até o florescimento total chega a cerca de 90 dias.