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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CEREJEIRAS


Cerejeiras é o nome dado a várias espécies de árvores originárias da Ásia, algumas frutíferas, outras produtoras de madeira nobre, que formam uma grande variedade de árvores.  Englobam algumas espécies da família das Rosaceaes, outras da família das Prunaceas como a famosa Cerejeira do Japão ou Sakura (Prunus serrulata) com sua florada intensa com cores que vão do branco ao vermelho. Os frutos da cerejeira são conhecidos como cerejas, algumas delas comestíveis.
Outra família é a das Mirtáceas como a Cereja do Rio Grande (Mirthus communis), cuja seu principal atrativo é seu tronco com coloração esverdeado. E por fim uma das mais usadas no Brasil é a Cerejeira (Eugenia matosi), que melhor se adapta ao clima quente do Brasil, pois possuem folhas pequenas e lustrosas, produzem flores brancas e frutifica intensamente. Os seus frutos são comestíveis no formato de pequenas cerejas de coloração bem vermelha. Esta planta floresce desde muito jovem e produz frutos 2 a 3 vezes por ano. Sua maior florada ocorre no final de inverno e sua frutificação se estende durante a Primavera.
As cerejas são frutos pequenos e arredondados que podem apresentar várias cores, sendo o vermelho a mais comum entre as variedades comestíveis. A cereja-doce, de polpa macia e suculenta, é servida ao natural, como sobremesa. A cereja-ácida ou ginja, de polpa bem mais firme, é usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas.


As cerejas contêm proteínas, cálcio, ferro e vitaminas AB, e C. Quando consumida ao natural, tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Como é muito rica em tanino, consumida em excesso pode provocar problemas estomacais, não sendo aconselhável consumir mais de 200 ou 300 gramas da fruta/dia.
O cultivo da cerejeira é realizado em regiões frias. Elas necessitam de 800 a 1.000 horas de frio para que possam produzir satisfatoriamente em áreas com invernos frios e chuvas. Entre as espécies deste gênero estão: Prunus apetala, Prunus avium (cereja-doce), Prunus campanulata, Prunus canescens, Prunus cerasus (cereja-ácida ou ginja), Prunus concinna, Prunus conradinae, Prunus dielsiana, Prunus emarginata, Prunus fruticosa, Prunus incisa, Prunus litigiosa, Prunus lusitanica (Azereiro), Prunus mahaleb, Prunus maximowiczii, Prunus nipponica, Prunus pensylvanica, Prunus pilosiuscula, Prunus rufa, Prunus sargentii, Prunus serotina, Prunus serrula, Prunus serrulata (cerejeira-do-japão), Prunus speciosa, Prunus subhirtella, Prunus tomentosa e Prunus yedoensis.
Na cultura japonesa a cerejeira era associada ao samurai cuja vida era tão efémera quanto à flor que se desprendia da árvore. Já o fruto tem o significado de sensualidade. O suco de cereja madura é de intenso sabor e cor. Há um costume japonês, chamado hanami (literalmente “ver as flores”) de ir aos parques contemplar as flores, especialmente a flor de cerejeira, na época de florescimento.
A flor da cerejeira já foi considerada uma das flores mais belas, tanto pelo seu formato como pela delicadeza e espessura das suas pétalas. Na Índia essa flor é considerada sagrada, e nas casas que tem essa flor nunca falta nada, diz a lenda da flor de cerejeira da Índia.
A cerejeira é uma árvore bastante robusta, porém como qualquer planta requer alguns cuidados. As mudas da planta, após o replantio, demoram de 3 a 4 anos para a primeira florada. O plantio é feito facilmente através de sementes ou mudas prontas, porém primeiramente deve-se preparar o solo de forma a obter uma boa drenagem e riqueza de nutrientes.
O espaçamento entre árvores deve ser de no mínimo 7m. Deve ser abertos espaços de no mínimo 1m³. Utilize terra de boa qualidade com bastante material orgânico já previamente colocado. A qualidade de terra determina se é recomendada a adubação. A terra deverá ser mantida umedecida, mas nunca encharcada.
A cerejeira possui porte intermediário, aproximadamente 10 metros de altura, floração intensa e folhas de comportamento caducifólio, isso é, caem em sua maioria durante o inverno, o maximiza ainda mais a exuberância da floração durante a primavera. Algumas pessoas evitam esta árvore em áreas urbanas por fazer muita sujeira, já que além da queda das folhas ainda temos a aparição de muitos pássaros interessados em se alimentar das cerejas.

É complicado encontrar bons lugares para o plantio da cerejeira no Brasil, uma vez que é uma planta de clima temperado e não florescerá normalmente em lugares onde é quente o ano inteiro. Assim sendo, é uma planta mais aconselhada para pessoas que morem no Sul ou em cidades altas, que possuem invernos mais gelados.
Não se preocupe quando as folhas da árvore caírem durante o inverno, este é o seu comportamento natural para poupar energias para a primavera. Ao terminar o inverno, pouco antes do período de floração, reforce a fertilidade do solo com um pouco de adubo orgânico e químico NPK rico em fósforo. Não se esqueça de irrigar a planta periodicamente, mas em hipótese alguma encharque o solo, ou correrá o risco do aparecimento de doenças fúngicas.

A cerejeira é uma das mais belas árvores conhecidas quando está em sua época de floração. No Japão, existe uma grande quantidade de exemplares que atraem muitos turistas que viajam milhares de quilômetros para verem a exuberância das copas cobertas de cor-de-rosa.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

LARANJA




 

A laranja é o fruto produzido pela laranjeira (Citrus × sinensis), uma árvore da família Rutaceae. É um fruto híbrido, criado na antiguidade a partir do cruzamento da cimboa com a tangerina. O sabor varia do doce ao levemente ácido. Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter suco.
A origem das frutas do gênero Citrus confunde-se, no tempo, com a história da humanidade. Sabe-se apenas que a maior parte dos frutos cítricos é originária de regiões entre a Índia e o sudeste do Himalaia, onde se encontram, ainda em estado silvestre, variedades de limeiras, cidreiras, limoeiros, pomeleiras, toranjeiras, laranjeiras amargas ou azedas, laranjeiras doces e de outros frutos ácidos aclimatados ou locais.
A história da laranja inicia-se na Índia, onde era conhecida pelo nome nareng. Da Índia este fruto espalhou-se pelo restante da Ásia, passando a denominar-se narang. Da Ásia chegou à Europa através de Portugal no tempo das Cruzadas.
Enquanto a fruta denominada laranja não foi conhecida no continente Europeu, estes povos não tinham designação para a cor de laranja. Um dos primeiros locais da Europa onde se iniciou o cultivo da laranja na França, tendo os franceses adaptado o nome narang para orange. Foi com este nome que a laranja veio a ser associada em algumas culturas à cor do ouro. A palavra or, em francês, significa ouro.
Na Ásia e Médio Oriente, onde era conhecida, a laranjeira assumia-se como árvore ornamental e dotada de características extraordinárias. Era muito comum nos pátios das casas árabes abastadas, geralmente associada a uma fonte ou a um lago. A cor de laranja encontra-se ligada ao fruto do mesmo nome e, em tempos antigos, eram ambos considerados exóticos.
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: Reino: Plantae, Divisão: Magnoliophyta, Classe: Magnoliopsida, Ordem: Sapindales, Família: Rutaceae, Gênero: Citrus, Espécie: C. x sinensis. A laranja é um fruto rico em sais minerais como, por exemplo, fósforo, cálcio e ferro. Além dos sais minerais, a laranja é rica em vitamina C, possuindo também uma boa quantidade de vitaminas A e do complexo B. É uma fruta pouco calórica, possuindo aproximadamente 40 calorias por 100 gramas.
As espécies de laranjas mais conhecidas e consumidas no Brasil são: laranja-pêra, laranja-lima, laranja-da-baia, laranja-seleta e laranja-cavala. A parte interna é formada por pequenas bolsinhas (gomos) onde se encontra o suco. É muito utilizada para a produção de sucos e doces, aproveitando-se até mesmo a casca em algumas receitas. Além de ser rico em vitamina C, o fruto reserva uma série de outros benefícios, incluindo melhores condições para o sistema cardíaco e digestivo.
É importante lembrar que a maior parte dos benefícios da laranja está concentrada no bagaço da fruta, que é rico em fibra e pectina, um polissacarídeo muito importante para auxiliar a digestão e impedir a absorção e o armazenamento de gorduras no corpo.
Devido a todas as suas propriedades naturais, a laranja traz como benefícios diretos à saúde o combate ao colesterol, o controle da pressão sanguínea, o estímulo às funções intestinais e sistema circulatório, além de ajudar a manter a defesa do organismo e deixar a pele mais bonita.
A laranja é de uma espécie de árvore de médio porte, podendo atingir até 10 metros de altura. Possui o tronco com casca castanho-acinzentado e copa densa de formato arredondado. Suas folhas são verde escuro brilhante, coriáceas, dispostas em espiral sobre os ramos. As flores são brancas, muito perfumadas e atrativas para abelhas.
O fruto  possui formato oval com coloração alaranjada. Dentro de cada gomo da laranja, há sementes. Os gomos e as cascas são separados por material fibroso branco, de dimensão variável, raramente consumido.
Atualmente ela é cultivada em áreas tropicais e subtropicais de todo o mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos, que juntos representam grande parte da produção mundial. Em cada região há muitas variedades diferentes de laranja, que diferem principalmente pelo sabor que varia do doce ao amargo. São utilizadas e consumidas de diversas formas.
A flor de laranja que é extremamente perfumada, em muitos países é tradicionalmente associada com boa sorte. Por isto tem sido muito utilizada em buquês de noiva e coroas de cabeça para casamentos. A essência extraída da flor de laranjeira é um componente muito utilizado na fabricação de perfumes.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AMARÍLIS

Amaryllis L. é um gênero botânico pertencente à família Amaryllidaceae que inclui duas espécies de plantas herbáceas, perenes e bulbosas. É o único membro da subtribo Amaryllidinae. Conhecida como “Tulipa Brasileira”, o Amaryllis é uma planta bulbosa que se adapta muito bem aos climas temperados. É uma das flores mais belas, exuberantes e sofisticadas produzida no Brasil.
O gênero amaryllis é oriundo da região de clima mediterrâneo do sul da África. Adaptadas a climas em que as chuvas se concentram no inverno, as espécies do gênero apresentam dormência estival e um rápido crescimento vegetativo. É plantado através de bulbos e tem rápido crescimento e floração de até um mês, após esse período o bulbo entra em período de dormência, perdendo todas as folhas e adquirindo uma aparência "sem-vida" florescendo novamente na primavera.
A planta armazena energia para seu ciclo de crescimento, florescendo durante alguns períodos e entrando em período de dormência em outros. Durante oito meses, o bulbo fica enterrado no solo e se desenvolvendo para florescer na primavera.
Durante muitos anos existiu confusão entre os botânicos sobre os nomes Amaryllis e Hippeastrum, porque o nome amarilis é utilizado comumente para as plantas cultivadas do gênero Hippeastrum, com ampla comercialização nos meses de inverno pela sua capacidade de florescer em interiores.
O gênero incluiu numerosas espécies (mais de 100), que posteriormente foram transferidas para outros gêneros. Permaneceu um gênero monotípico durante a maior parte do século XX, integrando apenas a espécie Amaryllis belladonna. Em 1998 surgiu uma segunda espécie, a Amaryllis paradisicola.
A Amarílis, que é também conhecida por Açucena, Amaríllis ou Flor da Imperatriz, é uma planta de cerca de meio metro de altura muito apreciada para fins ornamentais porque possui flores bem grandes e de diversas cores como rosa, laranja, branco, vermelho e multicolorido (plantas que foram cruzadas entre as cores citadas).
Embora seja uma planta que necessita de muito sol para crescer saudável e podendo ser criada a pleno sol, durante sua floração pode ter as pétalas queimadas pelo sol e assim não ficar tão vistosa, aconselha-se posicioná-la em lugares que receba muito sol o dia todo, porém que esteja coberta do sol direto. Aconselha-se utilizar solo fértil. Os fungos criados pelo excesso d’água, mesmo que poucos causam apodrecimento dos botões das flores, e em situações graves, podem matar a planta.
Utilize terra vegetal adubada misturada a areia grossa ou outras estruturas de boa drenagem (como lascas de madeira) para melhorar a drenagem dos vasos. Além disso, elas precisam de boas quantidades de água, tendo que regá-las pelo menos 2 vezes por semana, evitando sempre que a terra esteja seca na sua totalidade.
A Amarílis é uma planta herbácea, fruto de inúmeras hibridações. Seu cultivo em vasos é muito popular em todo o mundo. Possui flores muito vistosas, com folhagem que pode ou não desaparecer no inverno.
Como cuidar: A Amarílis cresce melhor em temperaturas medianas, mas em temperaturas mais baixas a floração é prolongada. Quando a planta estiver em pleno crescimento das folhas, mantenha em um local muito bem iluminado, com bastante sol direto. Tanto o solo dos vasos como dos canteiros deve ser fértil, bem drenado e irrigado periodicamente, mas deixe os primeiros 2 cm de solo secarem antes de regá-la novamente. Regas em excesso podem levar ao apodrecimento da planta.
Luz: Necessita de boa luminosidade. Evitar o sol direto.
Floração: Floresce desde a Primavera até ao princípio do verão. Os bulbos forçados florescem no Inverno.
Temperatura: Amarilis é uma planta muito sensível ao frio, não suportando temperaturas abaixo de 5-6 Cº. Necessita de calor para a floração. Prefere temperaturas perto dos 20Cº.
Solos: Leves, frescos, arenosos, bem drenados e ricos em matéria orgânica.
Rega: Regar com moderação até o aparecimento da haste e das folhas. Aumentar a rega na época da floração. 2 a 3 regas semanais devem ser suficientes. Parar de regar quando as folhas murcharem, pois a planta entrará em estado de dormência. Ela deverá florir na primavera..
Após a floração aguarde até que as folhas tenham secado completamente para então cortar a haste deixando apenas 1 cm acima do solo. Se quiser, retire cuidadosamente o bulbo do vaso e plante-o no jardim ou então plante em um outro vaso com terra nova.
Adubação: Adubar com um fertilizante líquido para plantas de flor, de preferência rico em Ferro e Magnésio, a cada 10-15 dias, na altura da floração e do aparecimento das folhas. Adubar até que as folhas murchem por completo para que o bolbo possa acumular reservas para o período de repouso.