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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

COCO


Do coco, nome científico do cocos nucífera, da família: palmáceas, tudo se aproveita. A camada externa serve para fabricar capachos, brochas, escovas e tecidos grossos para sacos. Da casca dura da noz, fazem-se objetos caseiros.
As partes comestíveis do fruto são a polpa branca e a água, que podem ser consumidas quando o fruto ainda está verde ou depois de maduro. O valor nutritivo do coco varia de acordo com o seu estado de maturação. À medida que a polpa amadurece, aumenta seu teor de gorduras. Também contém sais minerais, como potássio, fósforo, sódio e cloro. Possui proteínas importantes para o funcionamento do organismo e fibras, que estimulam a atividade intestinal.

A água-de-coco funciona como um excelente diurético. É só beber um copo por dia. Os resultados são surpreendentes: baixa a pressão arterial, elimina o inchaço dos pés e diminui o colesterol.
A polpa do coco é rica em fibras, auxiliando no bom funcionamento intestinal. Seu conteúdo em Potássio, tanto na água como na polpa, auxilia no bom funcionamento do coração, mantém a pressão arterial em bons valores, protege a função neuromuscular.
O valor nutritivo do coco varia com seu estado de maturação, apresentando bom teor dos sais minerais Potássio, Sódio, Fósforo e Cloro. Sua polpa é rica em fibras e bastante calórica. Cem gramas de coco fornecem 266 calorias. Cem gramas de água de coco fornecem 22 calorias.
Quando fechado, o coco fresco conserva-se por 2 meses, depois de aberto, deve ser usado no mesmo dia ou guardado em recipiente tampado, com água, até 2 dias ou em saco plástico fechado. O seco, com ou sem água, permanece por muito tempo sem se alterar. A gordura de coco pode ser guardada dentro ou fora da geladeira.
Da polpa se obtém um refresco usado em doces, sorvetes, preparações a base de peixe e frutos do mar (leite-de-coco). O coco realça o sabor dos alimentos, sendo excelente no preparo de bebidas, pratos doces e salgados, substituindo com vantagem nozes e amêndoas nos diferentes tipos de receitas.
A quantidade de água varia de acordo com a maturação de cada fruta, pois na medida em que o fruto amadurece a água vai diminuindo. Possui aproximadamente 46% de água; 5,41% de substância albuminóide, ou seja, substância combinada de carbono, oxigênio, hidrogênio, azoto e enxofre; 8,06% de substância azotada, ou seja, substância gasosa quimicamente inativa; 35,9% de óleos; 2,9% de celulose e 0,97% de cinzas. O endocarpo ou a parte lenhosa que protege a semente abriga os chamados poros de germinação. São três círculos visivelmente percebidos por onde a raiz se manifesta germinando o embrião. 
Apesar de existirem inúmeras espécies de coco, a mais conhecida é o coco-da-baía. Ele é rico em proteínas, gorduras, calorias, vitaminas A, B1, B2, B5 e C, potássio, sódio, fósforo, cloro e fibras.
O coco hidrata a pele, combate a verminose, repõe energia, depura o sangue, diminui febre e auxilia no tratamento de úlcera estomacal. Tais propriedades são encontradas no coco ainda verde, porém quando o coco já está maduro deve-se evitar a ingestão por pessoas com pressão alta e alto colesterol.
O coco provém de uma palmeira que não tem espinhos e pode chegar até a 20 metros de altura. O fruto tem forma oval, com aproximadamente 15 cm de diâmetro. É proveniente da Índia, Malásia ou Ceilão. No Brasil, seus maiores cultivadores são: Bahia, Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí. O coqueiro gosta de clima quente e úmido.
O fruto esbanja sabor e qualidade nutritiva e é importante na culinária dos países tropicais, além de ter presença marcante na culinária de norte a sul do Brasil. O leite-de-coco é extraído com a polpa fresca e prensada e, pode ser utilizado tanto na culinária doméstica, quanto na comercial. O óleo de coco é obtido do leite-de-coco esquentado, visto que o calor o separa para ser retirado e coado. Esse óleo já é utilizado na cozinha doméstica, mas ainda apresenta elevado custo. O óleo de coco não contém gordura transgênica e não perde seu valor nutricional quando submetido a altas temperaturas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

LIMÃO


O limão tem sua origem na Ásia - como a maioria dos frutos cítricos - entre a Índia e o Himalaia. Acredita-se que foi levado pelos Árabes para a Europa, chegando à Espanha no início da Idade Média. Alguns afirmam que os gregos e romanos não conheciam o fruto. Entretanto, parece haver indícios de que os romanos já usavam o limão como medicamento antes dele chegar à Europa, com os árabes.
No auge das grandes navegações, no século XVI, chegou às Américas pelas mãos de portugueses e espanhóis. Tornou-se popular no Brasil quando o país foi atingido pela Gripe Espanhola, em 1918. Com a dificuldade de acesso a remédios, especialmente pela população carente, o limão era um recurso natural contra a gripe e por isso era vendido a preços altíssimos.
Esse fruto do limoeiro é chamado cientificamente de Citrus limon. Seu nome vem do persa limú ou laimún. A palavra latim citrus, embora englobe as plantas da família Rutácea - como laranja e lima - é também usada como sinônimo de limão.
Pelo mundo, o nome do fruto aparece em muitas línguas como derivado da designação científica, com o lemon do inglês, limón ou citrón do espanhol, citron em francês e dinamarquês, limon em turco, limone em italiano, limona em esloveno, cytrina em polonês e zitrone em alemão.
Tem cerca de 70 variedades, as mais conhecidas no Brasil, são o limão-galego, limão-cravo, limão-siciliano e limão-taiti. Esse último é a espécie com maior valor comercial. O limão-taiti é um fruto híbrido da lima da Pérsia com o limão-cravo, sem sementes.


Por ser rico em vitamina C e ácido cítrico, o limão estimula a absorção do ferro pelo organismo, se consumido na mesma refeição. O fruto ainda ajuda a estimular o sistema imunológico, e tem efeito bactericida e antibiótico. O limão pode trazer muitos benefícios à saúde. Existe no fruto uma substância chamada d-limoneno, princípio ativo também presente em sua casca, que ajuda no combate à ansiedade, à depressão, ao câncer, além de dissolver cálculos renais e desentupir artérias.
Há mais de cinco anos estudos apontaram a possibilidade de o limão ser utilizado para destruir o HIV, o que tem levado a testes para o desenvolvimento de uma solução à base do fruto. A medicina reconhece os benefícios do limão utilizando-o na prevenção e tratamento de diversas doenças.
A fruta foi um importante aliado da humanidade em épocas de difíceis doenças. Além da gripe espanhola, ele teve atuação fundamental em 1742, quando era enviado aos navios ingleses para ajudar a combater o escorbuto, doença que surge pela falta de vitamina C e que levou muitos homens à morte. Era bastante comum entre os marinheiros, que passavam meses em alto-mar sem ingerir verduras e frutas frescas, devido à dificuldade de armazenagem.
O limão também foi muito utilizado no Mediterrâneo de maneira ornamental em jardins islâmicos. Os egípcios do século XIV conheciam o limão. Ao longo da costa mediterrânea do Egito, as pessoas bebiam kashkab, uma bebida feita de cevada fermentada, folhas de hortelã, arruda, pimenta preta e limão.
Os limoeiros são árvores pequenas (não atingem mais de 6 metros de altura), espinescentes, muito ramificadas, de caule e ramos castanho-claros; as folhas são alternas, oblongo-elípticas, com pontuações translúcidas; as inflorescências são de flores axilares, alvas ou violeta, em cacho. Reproduz-se por estacas de galhos, em solo arenoso e bem adubado, de preferência em regiões de clima quente ou temperado.
Propaga-se também por sementes, que requerem solo leve, fértil e bem arejado, em local ensolarado e protegido dos ventos. Frutifica durante todo o ano, em inúmeras variedades, que, embora mudem no tamanho e na textura da casca, que pode ser lisa ou enrugada, quanto à cor, variam do verde-escuro ao amarelo-claro, exceto uma das espécies, que se assemelha a uma tangerina.
As suas aplicações na vida doméstica são inúmeras. Com o suco da fruta, sorvetes, molhos e aperitivos, bem como remédios, xaropes e produtos de limpeza. Da casca, retira-se uma essência aromática usada em perfumaria e no preparo de licores e sabões. Em fitoterapia, é utilizado para diversas patologias, tais como reumático, infecções e febres, aterosclerose, combate ateromas (remove placas gordurosas das artérias), constipações, gripes, dores de garganta, acidez gástrica e úrica (alcaliniza o sangue), frieiras, caspas, cicatrizações, ajuda a manutenção de colágeno, hemoglobina, atua como anti-séptico, entre outras.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O MAIS BELO JARDIM DE 2013





O maior jardim botânico da Austrália é também o mais bonito do mundo neste ano de 2013. Pelo menos é o que avaliaram os jurados do World Architecture Festival Awards 2013 (WAF), que no início do mês de outubro deram o prêmio máximo ao The Australian Garden na categoria projeto de paisagismo.
A obra de arte é consequência do trabalho do escritório australiano Taylor Cullity Lethlean (TCL), que projetou o jardim em colaboração com Paul Thompson. Situado dentro do complexo do Royal Botanic Gardens, nas imediações de Melbourne, o projeto é fruto de 17 anos de trabalho. A longa duração não impediu The Australian Garden de vencer prêmios nesse meio tempo, fato que ocorre desde 1997. Mas a obra só se completou mesmo no ano passado.
O enorme jardim une a horticultura, arquitetura, ecologia e arte e conta com aproximadamente 170 mil plantas de 1700 espécies diversas. A variedade dos componentes e a escala do Australian Garden são um tributo à riqueza natural do país. Nas palavras do júri que premiou o trabalho: “O projeto se destacou por sua originalidade e a forte evocação da identidade australiana conquistada sem o uso de símbolos ou palavras – apenas a bela flora do interior da Austrália!”.
A principal inspiração para criar o jardim e se basear na variedade de espécies nele encontradas é a riqueza natural do país.









terça-feira, 15 de outubro de 2013

ABACATE


O abacate é o pseudofruto comestível do abacateiro (persea americana), uma árvore da família da lauráceas. O nome  do fruto é ahuacatl (que significa testículo, em referência a sua forma), que originou, em espanhol a palavra aguacate.
Nativo da América Central, provavelmente do México e da Guatemala, o abacate já era consumido pelos índios Maias e Astecas, como mostram registros arqueológicos datados de 10.000 anos. Hoje o abacate é extensamente cultivado em regiões tropicais, inclusive chegando à região da Amazônia, nas Ilhas Canárias e na Ilha da Madeira.
Os conquistadores espanhóis das Américas introduziram o abacate na Europa em 1519 e, em seguida, em suas colônias no Caribe. A partir daí, o abacate se espalhou por todas as regiões tropicais e subtropicais com solos férteis para a sua cultura. Na Europa, o abacate permaneceu, até o início do século 20, um alimento reservado à aristocracia e à alta burguesia.
Credita-se a D. João VI o primeiro plantio do abacateiro no Brasil, na área onde fica o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Porém, o abacate só começou a ser cultivado comercialmente no país no início do século 19. Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais, grupo que inclui o México, a República Dominicana, a Colômbia e os estados da Califórnia e da Flórida, nos Estados Unidos.

O abacateiro que pode atingir até 20 metros de altura. Suas folhas são utilizadas no preparo de chás, bons para a digestão, para combater infecção de garganta e tosse. 

O abacate pode ser consumido sob a forma de salada, sopa e conserva. A parte comestível é a polpa verde-amarelada, de consistência mole, rica em proteínas, gordura, fósforo, açúcares e vitaminas. Como sua gordura é facilmente digerida pelo organismo, pode estar presente na dieta das pessoas que apresentam problemas digestivos. 

O fruto possui forma arredondada e pesa entre 500 a 1500 gr. A coloração da casca varia do verde ao vermelho-escuro. As duas principais espécies de abacate são Strong, cor verde e a Hass, cor roxa.


O abacateiro cresce mais facilmente em solos leves, profundos, drenados e ligeiramente ácidos. As melhores condições climáticas são encontradas em regiões com chuvas em torno de 1.200 mm anuais.
Tem mais de 30% de gorduras (extraída da semente), é rico em açúcares e vitaminas e possui um dos mais elevados teores de proteínas e vitamina A. Possui quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas E, B6 e C. É consumido isoladamente ou em saladas temperadas com molhos, como no guacamole, prato típico da culinária mexicana, ou como sobremesa, batido com leite e açúcar ou com açúcar e limão.
A colheita acontece de janeiro a dezembro, sendo os melhores meses abril e maio. É realizada normalmente utilizando escadas e tesouras apropriadas, ou “apanhadores de saco” que são utilizados para colher os frutos nas partes mais altas da árvore. Os frutos não devem ser colhidos sem pedúnculo, que devem ser aparados, deixando de 06 a 10 mm de seu comprimento para facilitar o acondicionamento na embalagem.
É uma fruta bastante calórica, uma fatia de 100g de abacate tem aproximadamente 160 calorias, equivalentes a um pão francês. Mas poucas pessoas sabem que o consumo dessa fruta traz diversos benefícios à saúde. Engana-se quem pensa que essa gordura faz mal. Ele é uma das principais fontes de gordura monoinsaturada, que ajuda na redução do colesterol e triglicérides, auxiliando na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares.
Além disso, é fonte de poderosos antioxidantes que atuam como protetores das células. E minerais como: ferro, potássio, magnésio e cálcio. Outro benefício do seu consumo é que ele pode auxiliar no processo de emagrecimento. Devido ao seu teor de fibras, promove maior saciedade e ajuda no funcionamento do intestino.
Mas alguns cuidados são necessários, principalmente em relação à quantidade. Você não precisa comer o abacate inteiro de uma só vez, coma somente uma fatia pequena e guarde o restante na geladeira. Para retardar a oxidação, guarde-o ainda com o caroço.