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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MARACUJÁ


O maracujá, cientificamente chamada Passiflora alata Dryand, é conhecido popularmente também como passiflora ou flor da paixão.
O maracujazeiro é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies de Passifloraceas utilizadas para consumo humano. As espécies mais cultivadas no Brasil são o maracujá-amarelo (Passiflora edulisfflavicarpa), maracujá-roxo (Passiflora edulis) e o maracujá-doce (Passiflora alata). O maracujá-amarelo é o mais cultivado no mundo, responsável por mais de 95% da produção do Brasil e utilizado principalmente no preparo de sucos. O maracujá-doce é destinado para o mercado de fruta fresca, devido a sua baixa acidez.
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: reino: Plantae, divisão: Magnoliophyta, classe: Magnoliopsida, ordem: Malpighiales, família: Passifloraceae, gênero: Passiflora e Espécie: P. edulis. O Brasil é o maior produtor mundial com produção de 330 mil toneladas e área de aproximadamente 33 mil hectares. (IBGE, 2002).
O maracujazeiro é uma planta de clima tropical e subtropical, com temperatura média entre 25º a 26º C, precipitação pluviométrica ideal entre 1.200 a 1.400 mm distribuída ao longo do ano. Os solos mais recomendados são os areno-argilosos, profundos, férteis, bem drenados, pH entre 5,0 e 6,5 e altitude entre 100 e 900 m com topografia plana a ligeiramente ondulada.
Considerando que o maracujazeiro só floresce em condições de muita luminosidade, acima de 11 horas diárias, em diversas regiões tem-se recomendado plantios nos meses de abril e junho permitindo assim um crescimento vegetativo durante o período de inverno com floração a partir de setembro e início de colheita em novembro.
As mudas para plantio devem apresentar de 25 a 30 cm de altura. O preparo das mudas deve começar 60 dias antes do plantio definitivo. As mudas são plantadas em covas de 40 x 40 x 40 cm abertas entre a linha das estacas e previamente adubadas. Entre as linhas de plantio os espaçamentos recomendados variam de 2,0 a 3,5 metros. Completa-se a espaldeira com a colocação de um arame nº 12 ou 14 preso no topo dos mourões.
O maracujazeiro é uma planta dependente de polinização cruzada, ou seja, uma planta de maracujá não produz se as flores não forem polinizadas com pólen de outra planta. A polinização manual é feita nos períodos de maior floração utilizando-se dedeiras de flanela e tocando-se de leve e ligeiramente as flores de plantas alternadas.
O período de colheita dos frutos varia de 6 a 9 meses após o plantio. O ponto de colheita é caracterizado pela coleta dos frutos no chão; antes da coleta deve-se efetuar passagem entre as filas e derrubar os frutos maduros que não caíram ou ficaram presos entre os ramos da planta.
A coleta de frutos é feita de 2 a 3 vezes por semana. Após a colheita os frutos perdem peso rapidamente à medida que permanecem no chão ficam murchos dificultando a comercialização.
O maracujá possui um formato arredondado e sua casca, na fase madura, apresenta-se na cor amarela. Junto com a polpa, também de cor amarela, encontra-se uma grande quantidade de caroços (sementes). É uma excelente fonte de vitaminas A, C e do complexo B. Além disso, apresenta significante quantidade de sais minerais (ferro, sódio, cálcio e fósforo).
O maracujá chegou ao mercado com a fama de ter o poder de baixar as taxas de açúcar no sangue, o que é ótimo para quem tem diabetes. Mas, aos poucos, a farinha feita com a casca do maracujá também se revelou um excelente bloqueador de gordura. Ou seja, impede que o organismo absorva parte desse nutriente presente nos alimentos. Cada 100 gramas de maracujá apresenta, aproximadamente, 70 calorias.
A substância responsável pelo poder emagrecedor é a pectina, encontrada em grande quantidade na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra. No estômago, a pectina se transforma numa espécie de gel não digerível, provocando sensação de saciedade. Com isso, você se sente bem alimentado com uma porção menor de comida. A pectina também reduz a velocidade com que o açúcar entra no sangue.
Outro benefício do maracujá é que a fibra presente na farinha de maracujá promove uma faxina no organismo. Ela ajuda a eliminar as toxinas, que, acumuladas, prejudicam o funcionamento dos órgãos e, com isso, desequilibram o metabolismo – o que faz a dieta emperrar.
Tem como propriedade ação sedativa ou ansiolítica; antiespasmódica; diurética; analgésica. Serve para tratar a irritabilidade; ansiedade; insônia; taquicardia; vertigens; hipertensão arterial; palpitações; transtornos nervosos principalmente em jovens; nevralgias; asma; dispepsia nervosa; cólicas intestinais; dismenorreias espasmódicas e perturbações nervosas da menopausa; dores de cabeça; enxaqueca; dores musculares.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

URUCUM

Urucu, ou urucum, é o fruto do urucuzeiro ou urucueiro (Bixa orellana), árvore da família das bixáceas. É uma planta nativa das Américas e que foi levado para a Europa no século XVII. Produz o corante natural bixina, que apresenta folhas de cor verde-claro e flores rosadas com muitos estames.
Seus frutos são cápsulas armadas por espinhos maleáveis, que se tornam vermelhas quando ficam maduras. Então se abrem e revelam pequenas sementes dispostas em série, envoltas em arilo vermelho.
É ornamental pela beleza e colorido de suas flores e utilíssima como fornecedora de sementes condimentares, estomáticas, laxativas, cardiotônico, hipotensor e antibiótico, agindo como antiinflamatório para as contusões e feridas, apresenta também emprego na cura das queimaduras. Dela se extrai o óleo industrial. A infusão das folhas tem ação contra as bronquites, faringite e inflamação dos olhos.
Outra propriedade especial é sua eficácia no tratamento da prisão de ventre e hemorragias em geral. Suas sementes e folhas produzem efeitos diuréticos, e contêm propriedades adstringentes e antibacterianas. Seu uso contínuo fortalece a função renal e o aparato digestivo. Proporciona alívio de azia, indigestão e o desconforto estomacal proveniente de comidas picantes.
Na indústria de alimentos, as sementes são utilizadas para dar cor em manteiga, margarina, maionese, molhos, mostarda, salsichas, sopa, sucos, sorvetes, produtos de panificação, macarrão e queijo. No Brasil, a tintura de urucu em pó é conhecida como colorau e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos. É apreciado pela quase ausência de sabor e por não apresentar os efeitos prejudiciais dos corantes artificiais.
Muitos aborígines utilizam o corante, obtido em mistura, para colorir os objetos de cerâmica e outros vasos de uso doméstico. A maioria dos índios colore a sua pele para embelezarem-se durante os rituais religiosos e por uma necessidade de protegerem-se dos raios ultravioletas do sol e das picadas dos pernilongos que infestavam as matas. Há também o simbolismo de agradecimento aos deuses p



elas colheitas, pesca ou saúde do povo.
Tratando-se de uma planta tipicamente tropical, o seu cultivo pode ser realizado em diferentes regimes climáticos, porém, tanto a temperatura como a precipitação pluviométrica, poderão tornar-se fatores limitantes ao bom desenvolvimento da cultura. Ela desenvolve-se bem numa amplitude térmica entre 22 e 27º C. Os ventos, quando frios e fortes, podem causar prejuízos na fase de formação da planta, chegando a rasgar as folhas e diminuindo a eficiência fotossintética, retardando o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta. 
O plantio deve coincidir com o início do período chuvoso. Em regiões litorâneas, este período corresponde aos meses entre abril e julho. Em sistema de cultivo irrigado, recomenda-se o plantio durante todo o ano. As sementes do urucu contêm celulose (40 a 45%), açúcares (3,5 a 5,2%), óleo essencial (0,3% a 0,9%), óleo fixo (3%), pigmentos (4,5 a 5,5%), proteínas (13 a 16%), alfa e beta-carotenos e outros constituintes.
A poda deve ser executada visando facilitar a colheita da fruta. A poda drástica é realizada cortando os ramos até a altura de 0,80 m e 1,20 m. Os ramos laterais são reduzidos também à distância entre 0,50 m e 1,00 m em relação ao tronco principal do urucuzeiro, enquanto que, a poda branda elimina somente os ramos do terço superior da planta (1,20 m a 1,50 m de altura). 
Esta espécie vegetal também é cultivada por suas belas flores e frutos atrativos. Rápida em seu crescimento pode ser usada em reflorestamentos e como ornamental. Seus frutos são cachopas que se abrem no final do verão expondo suas sementes, mostrando a sua total maturação.
Este fruto é rico em cálcio, fósforo, ferro, aminoácidos, e nas vitaminas B2, B3, A e C. Contém cianidina, os ácidos elágico e salicílico, saponinas e taninos.

MORANGOS



É extremamente raro alguém não gostar de morangos, o aroma adocicado enche nossas bocas de água. Sua mescla de sabores levemente ácidos e doce desperta ainda mais o paladar. É uma fruta vermelha, de origem europeia, produzida pelo morangueiro, é um fruto rasteiro. Existem várias espécies de morango, sendo a fragaria a mais comum e cultivada em várias partes do mundo.

Mais do que deliciosa, a fruta tem uma porção de compostos benéficos. O morango é considerado como um dos alimentos mais ricos em substâncias antioxidantes, importantes na luta contra os radicais livres. Em sua superfície encontram-se “carocinhos” que são supostas sementes. No entanto, ele tem uma única semente, que se liga ao fruto por um pequeno ponto.
O morango é um fruto carnoso, suculento, que se destaca pela vivacidade de sua cor vermelha e uma coroa de folhas no topo do fruto. No Brasil, tem mostrado melhor adaptação do Sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, pois não suporta temperaturas elevadas. Seu período de safra vai de agosto a outubro. É considerado muito sensível a doenças e pragas  como ácaros, formigas e pulgões.
Entre os componentes mais importantes está o ácido elágico. Trata-se de uma substância que tinge e protege os vegetais. No nosso organismo esse ácido evita danos celulares, diminuindo a ameaça principalmente de tumores no aparelho digestivo. Esse é um dos motivos para o fruto ser cada vez mais associado à longevidade.
O morango possui fósforo, magnésio, selênio, cálcio e potássio. Esse trio de nutrientes é fundamental para o sistema nervoso e ainda ajuda a manter por muito tempo a saúde muscular. Vale mencionar também a boa concentração de vitamina C, A, E, B5 e B6. Em alta no nosso corpo, ela é capaz de blindar o sistema imunológico e afastar problemas como resfriados.
A sua classificação científica é: reino: Plantae, divisão: Magnoliophyta, classe: Magnoliopsida, ordem: Rosales, família: Rosaceae, subfamília: Maloideae, gênero: Fragaria.
É uma fruta pouco calórica, apresentando aproximadamente 38 calorias por 100 gramas. Os morangos também são ricos em flavonoides, um importante agente antioxidante. Outra característica nutricional importante é que ele possui boa quantidade de fibras alimentares (cerca de 2,5 gramas de fibras por 100 gramas). O morango é muito usado na produção de sucos, sorvetes, bolos, tortas doces e geleias.
Como principais benefícios do consumo de morangos para o organismo, podemos citar: fortalecimento do sistema imunológico, auxílio no bom  funcionamento do sistema digestório, ação anti-inflamatória, auxilio no processo de cicatrização de ferimentos, entre outros.
O morangueiro requer dias curtos e temperaturas amenas ou baixas, nessas condições, o florescimento e a produção dos morangos são estimulados. O plantio do morangueiro para a produção de frutos deve ser feito de fevereiro a maio, para a produção de mudas, de agosto a outubro. 
O morango precisa de sol, pouca umidade e solo silico-argilo-humífero, rico em matéria orgânica. A geada danifica flores e frutos. A área destinada ao plantio deve receber gradagem, calagem e adubação conforme a análise do solo. 
A produção de frutos exige o espaçamento mínimo de 30 x 30 x 35 cm, sendo as plantas dispostas em quadrado ou quincôncio, em canteiros com 20 a 50 cm de altura, com 1,2 m de largura, para 2 a 4 fileiras, em função do porte do cultivar e da umidade do ar no local.  O plantio é manual e as mudas são comercializadas com raiz nua e plantadas diretamente nos canteiros de produção de frutos. 
Para uma boa produção, o morangueiro exige muita água. Até 30/40 dias depois do plantio, irrigar diariamente e depois, 2 vezes por semana. Irrigações excessivas acarretam na incidência de doenças. É necessário, na cultura do morangueiro, a cobertura do solo (mais conhecido como mulching), para prevenir o contato dos frutos com o solo, evitando a proliferação de fungos que causam podridões. 
Depois do plantio das mudas fazer o mulching, pois ajuda a controlar as ervas invasoras, mantém a umidade e previne a morte das raízes superficiais.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

GOIABA


A GOIABA é uma fruta muito conhecida e apreciada no Brasil, porém poucas pessoas sabem realmente os benefícios que este fruto traz à nossa saúde. Seu fruto é constituído de uma baga, um fruto carnoso, de casca verde, amarelada ou roxa, com superfície irregular, com aproximadamente oito centímetros de diâmetro.
Em seu interior, há uma polpa rosada, branca ou dourada, contendo dezenas de pequenas sementes duras, mas que podem ser ingeridas. Somente as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas. As quatro sépalas da flor (parte que dá sustentação as pétalas) estão normalmente presentes em uma das extremidades da goiaba. 
No Brasil, o maior produtor mundial de goiabas vermelhas do mundo, elas são produzidas para a indústria ("paluma" e "rica", entre outras) e para consumo in natura ("sassaoka" e "pedro sato", entre outras). A maior parte da produção está concentrada no estado de São Paulo e no entorno do rio São Francisco, na região das cidades de Petrolina e Juazeiro.
As goiabas são consumidas principalmente in natura ou em forma de doce, como a popular goiabada. Compotas, doces, geleias, sorvetes e sucos também são comuns. De preferência, deve ser comida crua.
São muito ricas em vitamina C, com uma variação de 180 a 300 miligramas de vitamina por cem gramas de fruta (mais do que a laranja ou o limão). Possui ainda quantidades razoáveis de vitaminas A e do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.
A goiaba não é ácida e, assim, pode substituir o tomate na confecção de molhos salgados e agridoces, sobretudo no caso de pessoas com alergias e restrições à acidez do tomate. Não é composta por muito açúcar e possui quase nenhuma gordura, sendo indicada para qualquer tipo de dieta. É contraindicada apenas para pessoas que tenham o aparelho digestivo delicado ou problemas intestinais.
É um fruto de alto benefício ao organismo humano, pois auxilia no combate a infecções e hemorragias, fortifica os ossos, os dentes e o músculo cardíaco, melhora a cicatrização e o aspecto da pele, retardando o envelhecimento, regula o sistema nervoso e dá maior resistência física.
Ajuda na prevenção de arteriosclerose, prevenindo os fatores de risco como a hipertensão e o excesso de colesterol, mantém as artérias em bom estado; auxilia no combate ao tabagismo, uma vez que a vitamina C neutraliza os efeitos da nicotina, sendo recomendadas duas ou três goiabas diárias na dieta para quem está deixando de fumar.
Existem, aproximadamente, 2.800 espécies, sendo que na América originaram-se 130 dessas espécies. Por ser um fruto delicado, deve ser consumida assim que iniciar o processo de maturação, pois se muito madura pode não ativar seus nutrientes. É importante guardar a fruta em temperatura ambiente ou na geladeira. 
Para o plantio, prepare o solo, faça uma aração profunda e, então, uma ou duas gradeações. Caso necessário, espalhe calcário após a aração. Recomenda-se cultivar mudas reproduzidas vegetativamente, pois elas apresentam produção precoce e geram frutos com mais qualidade. O plantio feito por sementes pode manter-se anos apenas vegetando, sem frutificação, além de apresentar um padrão muito heterogêneo, com frutos de qualidade duvidosa.
As goiabas se adaptam a solos de textura média, profundos e bem drenados. Devem ser ricos em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 6,8. Regiões com muita chuva possibilitam bom desenvolvimento da cultura. Porém, precisam de condições mínimas para produção. Verifique se o local recebe sol por várias horas. Evite locais com ventos frios e, principalmente, com geadas.
Prefira os terrenos planos ou levemente inclinados. Uma opção são áreas de baixada bem drenadas. Na região Sudeste, há cultivo de goiaba sem uso de regas artificias e com boa produção de frutos. Porém, em pomares comerciais sua prática oferece mais vantagens.
A variedade cultivada e da propriedade determinam o espaçamento. Com a adoção de técnicas, os pomares podem ser formados com árvores de 03 x 03 metros, enquanto no Nordeste o espaçamento atinge 07 x 06 metros.
A colheita ocorre manualmente. Como o fruto se desenvolve rápido, colha três vezes por semana. De manhã é o melhor horário, mas confira antes se as goiabas não estão cobertas por orvalho da noite. Colha apenas as frutas recém-desenvolvidas e com coloração verde-mate.
Faça podas de formação, condução e de limpeza na goiabeira. É uma medida de controle natural contra pragas e doenças. Mantenha a copa da árvore de modo a favorecer a insolação e o arejamento.